‘‘E sempre tem aquelas frases clichês: ‘‘Calma, isso vai passar’’, ‘‘Eu sempre vou estar ao seu lado’’, ‘‘Pode contar comigo pra tudo’’, ‘‘Vou te amar pra sempre.’’ Eu já acreditei muito em frases assim, já cheguei a me iludir com qualquer uma delas, achando que, iriam cumprir ao dizer essas palavras. Mas como eu sou inocente, achei que algumas coisas durariam para sempre. Que um amor podia ser eterno, que algumas amizades sempre iriam estar comigo, mas na primeira oportunidade, me deixaram de lado, me deixaram sem dar nenhuma explicação. Já cheguei a pensar que quando eu estivesse realmente mal, precisando apenas de uma das famosas frases clichês, ou apenas precisando de um abraço, ‘‘aquelas’’ pessoas que diz tanto se importar comigo, estariam ao meu lado quando eu mais precisasse. Eu já me iludi ao pensar que alguém poderia se importar de verdade comigo… Porque cá entre nós, quem se importa de verdade, vai e corre atrás. Liga, manda mensagens, dá algum sinal de vida, nota só na sua maneira de falar o quanto você está mal, pergunta várias vezes o que você tem, se está bem mesmo… Não é daquelas pessoas que dizem se importar, mas quando eu preciso, somem. Já cheguei a me enganar com palavras, por palavras tão bonitas, mas falsas. Já fiquei triste ao saber que muitas palavras ditas a mim, não eram verdadeiras. E sabe o que mais machuca? É saber que as pessoas ainda continuam me falando essas palavras, sem saber o quão são importantes, sem saber que para falar: ‘‘Eu me importo’’, tem que realmente se importar. Por que dói, machuca e corroí, quando alguém diz tantas coisas, tantas palavras bem ditas, mas a verdade nenhuma delas era verdadeira. Eu gostava de acreditar nessas frases tão ‘‘clichês.’’ É, eu realmente gostava… Mas depois de tantas pessoas dizendo isso a mim, e essas palavras não serem verdade, eu acabei desacreditando em muita coisa, em muitas pessoas. Está sendo difícil escutar um: Pode contar comigo… Por que eu não sei se realmente poderei contar. Eu não estou conseguindo acreditar em muita coisa. Eu sei, o problema deve estar em mim, por acreditar em tanta coisa clichê, e acabar quebrando a cara. Talvez eu deva mudar o meu jeito, talvez eu deva ‘‘esfriar’’ mais as minhas palavras, mudar o meu comportamento em relação a certas pessoas, ou a algo, mas talvez eu deva mesmo mudar. Acho que só assim as pessoas não me enganaria ao dizer frases tão clichês.’’